Erga um Altar em Seu lar - Sermão de 26/04/2026
- Pastor Sérgio Fernandes

- há 3 dias
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Mas, se vocês não quiserem servir o Senhor , escolham hoje a quem vão servir: se os deuses a quem os pais de vocês serviram do outro lado do Eufrates ou os deuses dos amorreus em cuja terra vocês estão morando. Eu e a minha casa serviremos o Senhor. Josué 24.15
INTRODUÇÃO
No último domingo, enquanto realizava o rito de apresentação do meu sobrinho Davi, aqui nesse púlpito, ficou gravada em minha mente a memória dele me observando enquanto eu ministrava sobre ele a bênção do Senhor.
Aqueles olhinhos frágeis me lembraram do compromisso que tenho de ser um modelo de fé para que ele, ao crescer, não apenas se recorde que foi apresentado a Deus, mas seja discipulado para caminhar em Sua presença.
É uma baita responsabilidade que carregamos!
Isso me faz lembrar que o cristianismo nunca foi pensado por Deus como uma fé a ser praticada apenas em encontros semanais, mas como algo que preenche cada detalhe da nossa vida.
Principalmente dentro da nossa casa.
Deus não quer receber nossa visita apenas aos domingos.
Ele quer ser Senhor dentro do nosso lar.
Nossa casa não pode ser neutra. Ela precisa ser governada por Deus.
Meu objetivo com esse sermão é apresentar as bases bíblicas para vivermos a fé dentro de casa, fazendo da vida com Deus não apenas um compromisso semanal, mas o caminho que percorremos até estarmos com Ele na eternidade.
Erguer um altar no lar não é apenas fazer o culto doméstico.
É transformar nossa casa em um lugar onde Deus é levado a sério.
É sobre isso que falaremos nessa manhã.
A PRÁTICA DE CONSTRUIR MEMORIAIS PARA DEUS
Uma das coisas mais significativas que percebo quando leio as Escrituras é que nossa fé não foi pensada como um encontro semanal, mas em um relacionamento constante com Deus.
No livro de Gênesis, por exemplo, percebemos que o Senhor fez de Adão e Eva um casal e lhes deu um jardim para cultivar e guardar (Gn 2.8-16).
Nesse espaço, que serviria para eles como o seu lar, Deus se fazia presente, como vemos em Gn 3.8.
Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. Gn 3.8
Deus não veio visitar o jardim.
Ele estava no jardim.
Isso deveria ser uma fonte inesgotável de prazer para o casal, mas sabemos que eles sucumbiram ao pecado e pecaram contra o Criador.
Como resultado da queda, o casal foi expulso do jardim.
A santidade de Deus não tolera o pecado humano.
O Senhor Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado. Gn 3.23
Na continuidade do texto bíblico, com a multiplicação do pecado no mundo (Gn 6.1-3), Deus decide então julgar a humanidade pecadora através do dilúvio.
Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; então, se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração. Disse o Senhor: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Gn 6.5-7
Mas, num gesto de misericórdia, Ele preservou a descendência humana e dos animais através de Noé (Gn 6.8).
Porém Noé achou graça diante do Senhor. Gn 6.8
Ao ordenar a Noé que construísse uma arca (Gn 6.14), Deus estabelecia para Noé um ambiente protetivo onde Ele estaria com a sua família.
Com você, porém, firmarei minha aliança. Portanto, entre na arca com sua mulher, seus filhos e as mulheres deles. Gn 6.18
A dedicação de Noé ao Senhor foi fundamental para que ele e sua família fossem preservados do caos do dilúvio.
Do lado de fora, chuva caindo.
Do lado de dentro, bênçãos brotando!
Assim como Deus estava com Adão e Eva no jardim,
Ele se fazia presente com eles na arca.
Isso ficou gravado na mente de Noé.
Quando o dilúvio terminou, Deus ordenou que a sua família finalmente saísse da arca (Gn 8.15). Num gesto profundo de gratidão, Noé construiu um altar para Deus.
O altar era como um memorial do Seu cuidado, que serviria para aguçar a consciência dele e dos seus filhos a respeito da maravilhosa graça que os havia poupado.
Em seguida, Noé construiu um altar ao Senhor e ali ofereceu como holocaustos alguns animais e aves puros. O aroma do sacrifício agradou ao Senhor, que disse consigo: “Nunca mais amaldiçoarei a terra por causa do ser humano, embora todos os seus pensamentos e seus propósitos se inclinem para o mal desde a infância. Nunca mais destruirei todos os seres vivos. Enquanto durar a terra, haverá plantio e colheita, frio e calor, verão e inverno, dia e noite”. Gn 8.20-22
Essa prática, carregada de simbolismos, permeou a fé dos patriarcas. Todos eles ergueram altares a Deus e fizeram desse gesto um memorial do cuidado divino.
Era a forma deles reconhecerem publicamente que estavam diante do Senhor e perante seu cuidado Soberano!
Então o Senhor apareceu a Abrão e disse: “Darei esta terra a seus descendentes”. Abrão construiu um altar ali e o dedicou ao Senhor, que lhe havia aparecido. Gn 12.7
Isaque construiu ali um altar e invocou o nome do Senhor. Armou acampamento naquele local, e seus servos cavaram outro poço. Gn 26.25
Então Jacó fez o seguinte voto: “Se, de fato, Deus for comigo e me proteger nesta jornada, se ele me providenciar alimento e roupa, e se eu voltar são e salvo à casa de meu pai, então o Senhor certamente será o meu Deus. E esta coluna memorial que eu levantei será um lugar de adoração a Deus, e eu entregarei a Deus a décima parte de tudo que ele me der”. Gn 28.20-22
Então, percebemos com esses textos que a fé em Deus foi pensada como uma prática pública, repleta de temor, de reverência e de obediência aos preceitos divinos.
Os altares lembravam o povo e suas famílias que Deus deveria ser levado a sério.
Se eles haviam vencido a fúria das águas, foi pela graça de Deus;
Se geraram filhos, foi pela bondade de Deus;
Se venceram conflitos, foi pela proteção de Deus;
Se obtiveram as promessas, foi pela providência de Deus.
É tudo sobre Ele!
...
Obviamente, eu e você vivemos em uma realidade diferente, desfrutando das bênçãos da nova aliança.
Nenhum de nós precisa mais erguer pedras ou colunas para adorar ao Senhor ou reconhecer a Sua presença.
Na nova aliança, Cristo é para nós:
o sacrifício perfeito,
o sacerdote eterno
e o próprio acesso a Deus.
A epístola aos Hebreus mostra essa preciosa transição!
Possuímos um altar do qual não têm direito de comer os que ministram no tabernáculo. Hb 13.10
Esse altar do versículo aponta para o sacrifício perfeito de Cristo.
Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção. Hb 9.11,12
Com seu sangue derramado em nosso favor, Jesus substitui de uma vez por todas a antiga aliança, oferecendo salvação eterna para todos que o invocam.
Então, o altar é outro, mas o princípio é o mesmo.
Eu ergo um altar dentro da minha casa quando Cristo governa o que eu penso, o que eu faço e a forma como minha família vive diante dEle.
O PERIGO DE NÃO ERGUERMOS ESSE ALTAR DENTRO DO LAR
Eu temo, contudo, que estejamos falhando na missão de erguermos dentro de nosso lar altares a Deus. Falo isso com temor e tremor.
O desejo de Deus sempre foi que através de famílias fiéis, a fé fosse praticada, preservada e transmitida para as novas gerações. Lemos isso no Salmo 78.
O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais, não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez. Sl 78.3,4
Mas, infelizmente, temos tanto medo de sermos vistos como fanáticos ou religiosos que tememos praticar a fé fora do encontro semanal na igreja.
Isso está enfraquecendo nossa capacidade de testemunhar de Cristo e sabotando a nossa capacidade de gerarmos uma nova geração que carregue os emblemas da fé.
Os primeiros cristãos tinham clareza da sua missão de praticar, preservar e transmitir a fé para as gerações seguintes. No contexto em que viviam, a vida com Deus era praticada não apenas no templo, mas inclusive dentro de suas próprias casas.
(...) e à irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa, Filemom 1:2 (ARA)
As igrejas da Ásia vos saúdam. No Senhor, muito vos saúdam Áquila e Priscila e, bem assim, a igreja que está na casa deles. 1Coríntios 16:19 (ARA)
Nós sabemos pelas regras de interpretação bíblica que as reuniões domésticas eram a prática do cristianismo primitivo.
Mas se havia reuniões nas casas, é porque Cristo estava dentro delas.
E isso gera uma pergunta pertinente a essa altura do sermão:
Será que Cristo está na nossa casa?
...
Estamos vivendo em uma era de tanta conectividade e tanto conteúdo de entretenimento disponível que, sem nos darmos conta, estamos perdendo o controle da vida redimida que o evangelho nos ensina a viver.
Veja só o que está acontecendo:
O influencer entra na nossa casa;
as ideologias desse mundo entram na nossa casa;
A normalização do pecado entra na nossa casa;
Telas ligadas, Bíblias fechadas;
Mas Jesus está ficando do lado de fora.
Vivemos uma geração de cristãos que acha natural comermos da mesa desse mundo.
Vocês não podem beber do cálice do Senhor e também do cálice de demônios. Não podem participar da mesa do Senhor e também da mesa de demônios. 1 Co 10.21
Estamos tão obcecados em sermos legais que nos esquecemos que somos considerados o sal da terra, não um açúcar refinado, que se mistura e desaparece.
A fé em Cristo, quando vivida com integridade, nos colocará em oposição ao sistema espiritual que governa esse mundo tenebroso.
...
Eu gostaria nesse momento de não ser mal interpretado em minhas palavras.
Não quero encher seu coração com culpa ou de alguma forma parecer moralista com minhas palavras.
Mas não podemos desidratar o que significa o evangelho de Cristo.
O dia em que você recebeu Jesus em seu coração como Senhor você declarou que toda sua vida agora está nas mãos dEle.
Seria justo querermos apenas a vida eterna e o perdão dos pecados e não o governo soberano dEle sobre nossa vida e nossa casa?
Se Jesus não tem espaço na nossa casa,
precisamos avaliar se Ele de fato governa o nosso coração.
O convite do evangelho é para abraçarmos uma dedicação total a Cristo.
Ele não aceita metade da nossa vida. Tudo o que temos deve estar diante dEle.
Disse ele à multidão: “Se alguém quer ser meu seguidor, negue a si mesmo, tome diariamente sua cruz e siga-me. Lucas 9:23 (NVT)
Nossa negligência ao custo do discipulado pode custar muito caro. A nossa posição diante do Senhor é como um muro de proteção para nossa família e nossos filhos.
Sem Cristo, não há esperança alguma de salvação.
Quando o assunto é Jesus, estamos tratando de vida e morte eterna.
Se você concluiu que está em falha com o Senhor, não perca a esperança.
Afinal, a misericórdia dEle é infinita.
Se nesse momento do sermão, você começou a pensar no tempo perdido com entretenimento barato, brigas, discussões tolas e no caos que a sua casa se tornou, lembre-se que as Escrituras mostram Jesus como aquele que espera pacientemente do lado de fora.
Jesus se apresenta como aquele que bate à porta...não de um estranho, mas de um povo que se afastou.”
“Preste atenção! Estou à porta e bato. Se você ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei e, juntos, faremos uma refeição, como amigos. Apocalipse 3:20 (NVT)
Agora eu quero falar com aqueles que estão dispostos a abrir a porta para o Senhor Jesus e erguer um altar dentro do lar.
EU E MINHA CASA SERVIREMOS AO SENHOR
Erguer um altar no lar significa submeter ao governo de Jesus Cristo tudo o que diz respeito à nossa vida e família.
Não quero parecer simplista ou idealista nesse ponto da mensagem.
Diferentes famílias tem diferentes contextos e devemos levá-los em conta.
Tenho consciência que falo em uma posição confortável de ter toda minha família servindo a Cristo e na mesma igreja (e glorifico somente a Deus por isso).
Então, alguns passos que são naturais no meu contexto poderão ser mais desafiadores em famílias que ainda não possuem a fé comum em Cristo.
E também não quero reduzir o conceito a realização de um simples culto doméstico na casa. Uma família pode realizar culto doméstico semanal e ainda assim não ter Cristo reinando dentro de casa.
Então, sem listas ou idealizações, entendo à luz do Novo Testamento um caminho seguro para introduzir Jesus no cotidiano da família, sem pressões desnecessárias, mas confiando integralmente no poder do evangelho e do Espírito Santo.
Primeiro, assuma integralmente e publicamente sua fé dentro de casa. Em algum momento da sua vida você reuniu a sua família para confessar a sua fé pessoal em Jesus?
Você pode me responder assim: "não preciso falar nada, eu vou para a igreja, eles já sabem". Mas talvez eles compreendam a frequência à igreja como uma mera formalidade social e não como uma decisão de seguir em Cristo como resposta positiva ao evangelho.
Em conversas com minha família, eu rememoro a meus filhos recorrentemente a minha decisão pessoal de ser cristão. Explico para eles o que isso significa, conto como era minha vida antes de Cristo e o que a graça fez em meu coração.
E sempre deixo claro para eles que a decisão de seguir a Jesus não é uma escolha simples como fazer ou não uma tatuagem. É uma decisão de vida e morte eterna.
— Portanto, todo aquele que me confessar diante dos outros, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante das pessoas, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mt 10.32,33
Se você possui dentro de sua casa familiares não crentes, você deve com clareza posicionar-se a respeito de sua decisão de seguir a Cristo e com amor aguardar pacientemente que Deus te proporcione um momento propício para semear aos poucos a semente da palavra em seus corações.
Lembre-se: a salvação pertence ao Senhor (Jn 2.9).
Não somos nós quem convertemos um coração. É Deus!
Segundo, compartilhe a fé com seus familiares, de acordo com a abertura que você possuir. Me responda: Deus é um assunto recorrente nas conversas dentro de casa?
Aqui, embora claramente haja espaço para falar do culto doméstico, essa ferramenta é por si só insuficiente para a plena formação cristã.
Precisamos ir muito além disso.
Está fazendo uma refeição à mesa? Ore agradecendo pelo alimento.
Está conversando com a família? Tente introduzir a palavra de Deus nas conversas.
Está fazendo um passeio? Diga para seus familiares que Deus tem proporcionado essa oportunidade.
O legado que Lóide e Eunice deixaram na vida do jovem Timóteo foi registrado na Bíblia como um lembrete da nossa missão.
Quanto a você, permaneça naquilo que aprendeu e em que acredita firmemente, sabendo de quem você o aprendeu e que, desde a infância, você conhece as sagradas letras, que podem torná-lo sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. 2 Tm 3.14,15
No caso de você não ter total liberdade para compartilhar a fé com palavras, esforce-se para compartilhá-la com atitudes.
Palavras convencem, mas o exemplo arrasta!
Sejam sábios no modo de agir com os que são de fora e aproveitem bem o tempo. Que a palavra dita por vocês seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibam como devem responder a cada um. Cl 4.5,6
Terceiro, pratique a fé no ambiente doméstico.
Pergunta: quando foi a última vez que seu filho observou você lendo a Bíblia, orando ou fazendo algo pela causa de Cristo?
Lembro da sua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em sua avó Loide e em sua mãe Eunice, e estou certo de que habita também em você. 2Timóteo 1:5 (NAA)
Timóteo, já citado anteriormente no sermão, cresceu à sombra de duas mulheres cristãs piedosas. A vida delas em Cristo proporcionou a ele o exemplo para viver uma fé sem fingimento.
Ele não era "filho e neto de crente".
Ele próprio era crente em Cristo!
Uma fé vivida com intensidade produz frutos espirituais dentro do lar.
Mas infelizmente, se nossos familiares perceberem que tratamos a fé sem responsabilidade, eles pensarão que a fé em Jesus é desnecessária.
Então, ore dentro do lar, seja gentil no trato, glorifique a Deus nas tarefas domésticas, leia a sua Bíblia na presença deles.
Quarto, coloque sua família em contato com Deus através das orações.
Poucas coisas são tão eficazes para impregnar a fé no coração quanto orações respondidas.
Já conversei com inúmeras pessoas que, embora estejam fora da comunidade cristã, se lembram com alegria de orações de familiares que foram atendidas pelo Senhor.
Então, diante dos múltiplos desafios que vivemos, podemos envolver a família em um movimento de oração. A oração é uma linguagem universal tanto à pessoas de dentro quanto de fora da fé.
Então, comprometa-se a orar para seu filho ter bons resultados na escola.
Ore para seu marido conseguir a promoção que ele precisa.
Ore para sua esposa conseguir entregar a encomenda que ela recebeu.
Lembre-se:
Orações respondidas tornam-se testemunhos das obras de Deus no mundo!
Se há oração dentro de uma casa, ali se manifesta de forma evidente a ação de Deus.
Porque estou certo de que, pela súplica de vocês e com a ajuda do Espírito de Jesus Cristo, isso resultará em minha libertação. Filipenses 1:19 (NAA)
Quinto, cultive uma cultura familiar repleta de amor e humildade.
Evite assumir um papel autoritário, pronto a punir qualquer desvio que acontecer no seio familiar. Lembre-se: cristianismo não é sinônimo de perfeição, mas de redenção.
Por mais virtuosos e disciplinados que sejamos, ainda assim viveremos problemas, tensões e desafios na manutenção do lar.
E quando essas imperfeições aparecerem, precisamos conter nosso moralismo frio e agirmos com um coração cheio de amor e humildade.
Para isso, conte com a total dependência do Espírito Santo para administrar o cotidiano pesado que enfrentamos (em especial em nossa vida metropolitana).
Ele nos capacita a vivermos uma vida redimida repleta de alegria espiritual.
Por isso eu, o prisioneiro no Senhor, peço que vocês vivam de maneira digna da vocação a que foram chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando uns aos outros em amor, fazendo tudo para preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Ef 4.2,3
O contexto imediato desse texto fala do nosso empenho em preservar a unidade espiritual com nossos irmãos.
A aplicação possível neste sermão aponta para o fato de que a nossa família pode viver em harmonia se o amor de Cristo e a humildade estiverem ali presentes.
Se você errou, peça perdão. Reconheça suas faltas.
Isso é um testemunho poderoso. Às vezes mais forte do que qualquer discurso.
Se um familiar errou, trate o assunto com responsabilidade, mas com brandura.
Corrija com firmeza, mas restaure com amor.
Aplique a correção e na sequência dê um abraço apertado.
Mantenha o evangelho em perspectiva.
Podemos amar, suportar e tolerar porque Cristo faz isso conosco.
Lembre-se que o amor cobre uma multidão de pecados.
Acima de tudo, porém, tenham muito amor uns para com os outros, porque o amor cobre a multidão de pecados. 1Pedro 4:8 (NAA)
Obviamente, essa lista é orientativa e não exaustiva.
Não existe um Manual da Família Cristã.
Existem princípios espirituais extraídos das Escrituras.
Então, se Deus, pelo Espírito, nos der a graça de direcionarmos nossos esforços nesse caminho, certamente veremos Cristo governando o nosso lar diariamente.
CONCLUSÃO
Quando eu era um jovem na igreja, sonhava em construir uma família na presença do Senhor.
Orei por onze anos até conseguir me casar com a carioca mais brava que já conheci.
Eu pensava no começo do casamento que bastava ser crente e ir para a igreja, que todas as demais demandas já estariam resolvidas.
Não era assim...
Descobri com o tempo que, sim, minha família poderia refletir o céu, mas para isso, era necessário que eu vivesse como um cidadão de lá.
Aprendi que sem amor intencional, serviço dedicado e muita compreensão, a alegria do casamento seria resumida a intimidade conjugal do casal, mas sabia que casamento era mais do que isso.
Em dezessete anos de casados, não foram poucos os erros cometidos.
Jesus então nos lembrou do que fez por nós na cruz e nos ensinou que, sem perdão, a engrenagem do lar não gira.
Esses desafios todos serviram para mostrar que os desafios de um casamento não são vencidos apenas por terapia (embora ela seja uma ferramenta importante).
Um lar sempre irá mal se Jesus não estiver dentro dele.
Famílias também precisam da redenção que há em Cristo.
A boa notícia é que através da morte e ressurreição de Jesus, qualquer família pode experimentar o amor de Deus e o perdão que transforma histórias e destinos.
Pode ser a sua situação nessa manhã.
Você está perdido, agitado e sem saber como dar o primeiro passo para colocar o lar em ordem.
Deixa eu te ajudar:
O primeiro passo é dado quando voltamos nossos olhos para Jesus e decidimos firmemente erguer um altar dentro de nosso lar.
Você tem feito as coisas do seu jeito e, com honestidade, veja os frutos que tem colhido. Não são bons! Não tem promovido a paz e a saúde do lar. Deus tem mais para vocês!
Entregue a Cristo o governo da sua vida, da sua casa, da sua história.
Eu quero convidar famílias que desejam dar esse passo
de fé que se abracem e orem junto comigo.
O Deus da Família está aqui e quer te ajudar!
A sua família tem jeito! A sua história não terminou!
O Dono da História pode transformar você pela força da redenção que há em Jesus!
É Ele quem perdoa os seus pecados e te redime de todo mal.
Em Cristo, a sua família pode viver um maravilhoso recomeço!
Venha aos pés do Senhor e comece hoje mesmo a reconstruir o altar de sua família!

Pastor Sérgio Fernandes
Pastor Titular da IPR




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