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O DEUS QUE PREENCHE - Sermão de 14/07/2026




Portanto, como filhos amados de Deus, imitem-no em tudo que fizerem. Vivam em amor, seguindo o exemplo de Cristo, que nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus. Ef 5.1,2


INTRODUÇÃO


Alguns dias atrás, estava conversando com minha esposa e comentando com ela o quanto venho percebendo que estou me tornando cada dia mais parecido com meu pai.


Embora ele já não esteja conosco há quase três anos, de alguma forma, ele imprimiu características de sua personalidade em mim e hoje, aos 45 anos de idade, percebo que virei uma "mini versão dele".


Vou explicar.


Meu pai trabalhou como autônomo por toda a vida. Seu sonho era conseguir comprar um carro mais espaçoso para poder passear com a família. Ele sempre foi muito regrado com a vida, a fim de proporcionar aos filhos uma boa educação e aquilo que ele não teve.


E o mais engraçado: seus clientes ocupavam muito o seu tempo de trabalho para conversar. Como se ele fosse, além de profissional refrigerista, um terapeuta.


Pois é: o Sérgio filho tornou-se muito parecido com o Sérgio pai.


...


Essa doce memória foi o ponto de partida para a reflexão de hoje.


Aprendemos domingo passado que o Espírito Santo é Deus e que Ele habita dentro de nós. Jesus, Nosso Senhor, enfrentou a cruz e morreu para consumar a Nova Aliança e enviá-Lo ao Seu Povo.


Pelo Espírito, somos recebidos como filhos de Deus por adoção.


Então, embora sejamos filhos de Deus (e de fato somos pela fé em Cristo, isso é graça, não vêm de nós), muitas vezes temos uma estranha sensação de desconexão, de ruído, falta de sintonia.


É como se fôssemos filhos que não se parecem nada com seu Pai.

Que ainda vivem valores diferentes daqueles ensinados pela família.


Você se sente assim? Meio desconectado?

As Escrituras reconhecem a possibilidade disso acontecer.

Fique tranquilo, você não é uma anomalia.


Por isso, a Bíblia recomenda que cada um de nós, como filhos perdoados, aprenda a imitar o Pai Celestial. E não apenas isso, ela associa diretamente essa "imitação" com o caminho legítimo para experimentarmos uma vida cheia do Espírito Santo.


Então, não basta eu ser parecido com o Sérgio Pai.

Eu preciso me tornar parecido com o Pai Celestial.

E isso acontece à medida que o Espírito me preenche.


É sobre isso que falarei nessa manhã.




Somos Filhos de Deus


Uma das coisas mais bonitas que vivi em minha vida foi crescer em um lar estruturado. Cheio de problemas, mas estruturado.


Eu olhava meu pai, e sabia quem ele era e qual o seu papel.


Então, isso me dava clareza de quem eu era e de quem eu deveria ser quando crescesse. Eu tinha essa referência clara dentro do meu escopo familiar. Um santo privilégio.


...


As Escrituras afirmam que pela fé no evangelho, nos tornamos filhos de Deus. Ser filho de Deus não é algo que somos por existirmos, mas por termos sido chamados pelo Espírito para cremos que Jesus Cristo é Deus, Senhor e Salvador.


Veio ao mundo que ele criou, mas o mundo não o reconheceu. Veio a seu próprio povo, e eles o rejeitaram. Mas, a todos que creram nele e o aceitaram, ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram segundo a ordem natural, nem como resultado da paixão ou da vontade humana, mas nasceram de Deus. Jo 1.10-12

Então, Jesus tornou-se filho de homens

para nos tornarmos filhos de Deus.


Jesus, como nosso irmão mais velho,

assumiu nossa culpa na cruz.


Ele enfrentou a ira de Deus, recebendo-a em nosso lugar,

morrendo para perdoar todos os nossos pecados.


Por sua morte, nós, pecadores indignos,

fomos feitos FILHOS DE DEUS.


Essa experiência de filiação, que nos introduz como membros perdoados na família de Deus, é operada pelo Espírito Santo.


Por Ele, somos adotados e passamos a experimentar essa nova dimensão de relacionamento.


Mas, quando chegou o tempo certo, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher e sob a lei. Assim o fez para resgatar a nós que estávamos sob a lei, a fim de nos adotar como seus filhos. E, porque nós somos seus filhos, Deus enviou ao nosso coração o Espírito de seu Filho, e por meio dele clamamos: “Aba, Pai”. Agora você já não é escravo, mas filho de Deus. E, uma vez que é filho, Deus o tornou herdeiro dele. Gl 4.4-7

E não é uma experiência subjetiva.

De fato, sentimos no íntimo essa filiação,

operada em nosso coração pelo

próprio Espírito de Deus.


O "experimentar pela fé" essa realidade é resultado direto da obra do Espírito Santo.

Ser um filho de Deus nunca foi pensado no evangelho para ser apenas uma doutrina que cremos, mas uma experiência que norteia toda nossa nova vida.


Pois vocês não receberam um espírito que os torne, de novo, escravos medrosos, mas sim o Espírito de Deus, que os adotou como seus próprios filhos. Agora nós o chamamos “Aba, Pai”, pois o seu Espírito confirma a nosso espírito que somos filhos de Deus. Ef 5.15,16

Então, quando o evangelho é pregado em sua plenitude,

a consciência de nossa filiação torna-se cada vez maior.


Porque o evangelho produz filhos!


...


As Escrituras utilizam títulos que mostram nossos papéis no Reino, tais como "servos de Cristo", "obreiros", "colaboradores. São títulos relacionados ao que fazemos para o Senhor, e são muito importantes.


Mas há um título relacional que supera todos eles: "filhos".

Eu não sou um "empregado" de Deus (o que por si só seria incrível).

Mas, pela fé em Jesus, eu fui feito filho.


É o Espírito Santo que nos proporciona essa experiência de adoção.


Então, pensa comigo: ser filho não é algo que conquistei, mas algo que foi conquistado para mim. Esse é o coração do evangelho.


Mas esse título condensa não apenas um privilégio,

mas uma grande responsabilidade.


...


É natural que nesse ponto, eu tenha despertado inúmeras memórias em você. E certamente, também te fiz refletir que, embora sejamos filhos de Deus, muitas vezes nossa vida não parece minimamente compatível com essa realidade.


A gente percebe valores desalinhados com o Reino, falta de amor e empatia genuínos, questões complexas de relacionamento com os de dentro e com os de fora.


Até entre nossos irmãos na fé (que a propósito, são tão filhos de Deus quanto a gente).


Surge até aquela perguntinha difícil de digerir:

"Será que sou filho mesmo?". Será que já cri de verdade?

Você talvez tenha pensado nisso essa semana.


Mas calma...

Muita calma caçulinha!

Deixa eu te lembrar de uma coisa:


Somos filhos sim! O Espírito nos garantiu isso!

Mas somos filhos adotados:

A família de Deus não é nossa família original.


E muitas vezes, queremos viver

essa nova realidade em Cristo com a educação antiga que tínhamos no mundo.

Sabe? Aquelas crenças, hábitos e valores que não combinam com a fé em Deus.


E isso não vai dar certo. Essa é a causa de muitos ruídos, de muita frieza e de tão pouca consciência da presença de Deus em nós.


Toda família tem problemas não é mesmo?


Então, na teologia de Paulo, há uma tensão gigante entre aquilo que já somos pela fé em Cristo (salvos, perdoados, justificados, reconciliados e adotados) com aquilo que precisamos nos tornar (cada vez mais santificados e preenchidos por Deus).


É sobre isso que falarei no próximo tópico.



Somos IMITADORES de Deus



Paulo sentiu na pele essa tensão! Acredite!


Em seu vasto trabalho como plantador de igrejas, ele lidava com diferentes perfis de maturidade na comunidade:


Irmãos mais velhos e irmãos mais novos.

Educações diferentes, maturidades diferentes.


Todos já salvos em Cristo. Pelo Espírito, já eram filhos.

Mas faltava algo: aprenderem a viver como filhos.


Esse aprendizado surge do nosso relacionamento pessoal com Deus pelo Espírito.

Ele não é abstrato. O Espírito que nos deu vida também nos deu um Livro.


Nas Escrituras, aprendemos o que Deus fez para nos salvar e também o que Deus espera de nós agora que fomos recebidos em Sua família.


Paulo fala sobre isso escrevendo suas epístolas. Por exemplo, leiamos 1 Co 11.1:


Sejam meus imitadores, como eu sou imitador de Cristo. 1Coríntios 11:1 (NVT)

Escrevendo aos coríntios (pensem em um grupo de filhos de Deus bem difícil), Paulo se enxerga como um entre eles.


Pensando na imagem familiar que a gente vem construindo, ele se apresenta como um irmão que já aprendeu algumas coisas caminhando com Jesus.


E, pelo aprendizado adquirido, ele pode afirmar:

"Olha, algumas coisas são difíceis de explicar,

mas vejam o jeito que estou fazendo".


A expressão grega que ela usa é μιμηταί (mimētai).

Ela significa "imitar um modelo que pode ser observado".


Mas há uma referência necessária:

Paulo se apresenta como uma referência porque ele próprio está imitando a Cristo.


Ele também se reconhecia como um filho adotivo e perdoado.

Que imitava em amor o irmão mais velho Jesus.


E por que Jesus é essa referência?


...


Jesus, em sua encarnação, é o modelo não

apenas de humanidade, mas de filiação.


Jesus não foi o Homem Perfeito para ser filho de Deus.

Ele é o Filho de Deus. E Ele foi perfeito e obediente ao Pai.


Porque a identidade

sempre precede a imitação.


Vou recordar o texto base do sermão, que afirma exatamente isso.


Portanto, como filhos amados de Deus, imitem-no em tudo que fizerem. Vivam em amor, seguindo o exemplo de Cristo, que nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus. Ef 5.1,2

Obviamente, Deus, sendo invisível, não pode ser observado para ser imitado.

Mas Cristo, em sua encarnação, é a expressa imagem de Deus.


Então, o convite de Paulo não é para uma imitação abstrata, mas uma imitação que tenha no exemplo de Cristo o parâmetro, de um Deus que ama e se entrega.


“Porque Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3.16

...


Fazendo uma pequena pausa necessária, veja que boa parte dos nossos ruídos na vida, desconexões acontecem justamente pelo desafio que temos em amar e entregar.


As vezes, nos sentimos longe de Deus porque não o amamos como Ele merece ser amado e nem lhe entregamos a glória que lhe é devida; preferimos entregar nosso coração para paixões terrenas e passageiras, e elas sempre frustram.


E nos sentimos desconectados das pessoas porque, da mesma forma, estamos ocupados demais em cultivar nosso próprio orgulho e nossas próprias prioridades. E ai daquele que mexer em nosso queijo.


Jesus não foi assim. Ele glorificou a Deus amando e entregando.

Ele é o exemplo que devemos imitar.


...


Só que aqui reside nosso grande desafio:


Imitar a Cristo, seguindo seu exemplo, nos coloca em rota de colisão com essas paixões e esses pecados que povoam nosso coração e que representam nossa antiga identidade e educação.


E quando cedemos a esses males, os ruídos surgem. Sentimos a desconexão.

E dentro de nós, aquele grito: "sou filho de Deus, como pude fazer isso?"


Eu já passei por isso.

Você também!


Mas entenda:


Paixões e pecados não podem ser vencidas com recursos humanos.

Nós dependemos integralmente que Deus opere em nosso coração e nos dê os recursos necessários para seguirmos o exemplo de Cristo, imitando a Deus como filhos amados.


Podemos vencer? Sim!

Com nossos recursos pessoais? Não!

Com recursos celestiais.


Paulo nos ensinou o caminho no mesmo capítulo 5 de Efésios.

A gente só não percebeu isso porque estávamos ocupados demais tentando produzir pela força aquilo que Cristo já conquistou pela graça: o poder para vivermos, de fato, como filhos de Deus.


Aquilo que nós carinhosamente chamamos

de uma "vida cheia do Espírito Santo".



SOMOS PREENCHIDOS POR DEUS



Para nós, pentecostais reformados, a vida cheia do Espírito é o resultado de nossa contínua submissão ao Pai, para que o Espírito nos capacite amplamente para a vida cristã, tanto para o testemunho quanto para a santificação.


Então, quando falo de vida cheia do Espírito não estou pensando em me tornar o mais novo herói da Marvel aqui na igreja, com fogo nos lábios e muito poder nas mãos.


Eu estou pensando em me tornar um filho cada vez mais dedicado, dependente e cheio da presença de meu Pai Celestial.


Um filho capaz de amar e entregar.

Semelhante a Cristo.

Cheio do Espírito como Ele foi.


E esse processo levará minha vida toda.

Toda mesmo...


...


Acredito que seja por isso que Paulo começa o capítulo nos pedindo para imitarmos a Deus (Ef 5.1) e termina com um imperativo para sermos cheios do Espírito (Ef 5.18).


Então, parece que o apóstolo sugere um círculo contínuo, onde:


  • a consciência de minha filiação me leva a obediência.

  • A obediência me leva a submissão

  • a submissão me enche de Deus, o que me recorda que sou filho!



Esse foi exatamente o caminho de Jesus.

Como Filho, ele obedeceu o Pai e se submeteu a Ele.

E nesse processo contínuo que o levou à cruz,

Ele permaneceu como um homem cheio do Espírito Santo!


Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do rio Jordão e foi conduzido pelo Espírito no deserto, Lucas 4:1 (NVT)

Então, na teologia paulina, não há um anseio por um experiência única e divisiva, mas um processo contínuo que me deixará cada vez mais preenchido pelo Espírito e controlado por Ele.


Não se embriaguem com vinho, pois ele os levará ao descontrole. Em vez disso, sejam cheios do Espírito, Efésios 5:18 (NVT)

Então, quanto mais me submeto ao Espírito,

maior será a minha compreensão de minha filiação.


E quanto mais eu me enxergar como tal,

melhor viverei diante do Pai e mais cheio dEle me tornarei!


...


Mas, detalhe importante: esse enchimento do Espírito não é algo que experimentamos de forma passiva, como se não existisse nenhuma participação nossa nesse crescimento. Esse é um equívoco que podemos cometer.


Vou desenhar a explicação utilizando a ilustração de todo esse sermão.


Eu não fiz nada para ser filho.

Isso é identidade, aquilo que, em Cristo, sou!


Mas eu preciso fazer tudo para me parecer como filho.

Isso é imitação. Meu esforço diário para viver o que a filiação me proporciona.

É a prática diária da santificação.


...


Deus o Pai, é bondoso o bastante para fazer nascer desejos santos e inclinações puras dentro de nós. Mas nós, como filhos amados, precisamos aceitar tais inclinações e fazer sua vontade, evitando que ruídos de pecado gerem desconexões.


Pois Deus está agindo em vocês, dando-lhes o desejo e o poder de realizarem aquilo que é do agrado dele. Fp 2.13

Então, voltemos à Efésios 5.

Na continuidade do texto,

Paulo vai trazer instruções práticas para,

como filhos, fazermos o que agradável ao Pai.


Não são regras exaustivas por si só.

São orientações que refletem a consciência de alguém que, por ser filho, quer ser preenchido pelo amor do Pai.


...


Na primeira sessão do texto, Paulo recomenda por temor de Deus, contenhamos as paixões que antes dominavam nosso coração.


Que não haja entre vocês imoralidade sexual, impureza ou ganância. Esses pecados não têm lugar no meio do povo santo. As histórias obscenas, as conversas tolas e as piadas vulgares não são para vocês. Em vez disso, sejam agradecidos a Deus. Podem estar certos de que nenhum imoral, impuro ou ganancioso, que é idólatra, herdará o reino de Cristo e de Deus. Efésios 5.5

Um filho perdoado ama a Deus tanto que entrega nas mãos do Pai seus erros, suas paixões e seus pecados. Porque já aprendeu que o amor do Pai supera todas essas coisas.


Lembre-se: ao ser chamado na presença de Deus, o Espírito já entrou em você. Agora, quanto mais Deus te preencher, menos espaço haverá para o pecado no seu coração.


O potinho nunca fica vazio.


...


Em seguida, Paulo recomenda com firmeza a nossa completa rendição ao Pai em obediência.


Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais seus companheiros. Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade), aprovando o que é agradável ao Senhor. Ef 5.6-10

Foi a nossa desobediência que levou Cristo à cruz. Como filhos e por amor, entregamos ao Senhor uma vida dedicada e consagrada, andando como filhos da luz, aprovando aquilo que é agradável a Deus. Deus não flexibilizou seu amor por nós. Não devemos flexibilizar nossa obediência a Ele.


Quanto mais contemplo o amor e entrega de Deus por mim,

maior será a minha entrega para Ele.


...


Em seguida, há um convite de Paulo para o abandono consciente de todo o pecado.


Não participem dos feitos inúteis do mal e da escuridão; antes, mostrem sua reprovação expondo-os à luz. É vergonhoso até mesmo falar daquilo que os maus fazem em segredo. Suas más intenções, porém, ficarão evidentes quando a luz brilhar sobre elas, pois a luz torna visíveis todas as coisas. Por isso se diz: “Desperte, você que dorme, levante-se dentre os mortos, e Cristo o iluminará”. Ef 5.11-14

Aqui, há um claro movimento de amor que me leva a uma completa submissão à vontade de Deus. É a decisão amorosa e voluntária de não apenas não participar daquilo que é mau, mas de reprovar intimamente tudo que não permite entregar ao Pai toda a minha consagração pessoal. Quanto mais vou sendo preenchido por Deus, mais consagrado me torno.


...


Lendo todos esses textos à luz de Ef 5.1,2, eu me sinto como um filho ouvindo os conselhos de um Pai que me ama muito para me perder.


E isso me encoraja a prosseguir, pelo Espírito, crescendo em minha salvação, para conhecer ao Pai de forma íntima, pessoal e sendo continuamente preenchido por Ele.


Para ser o filho que ama e se entrega.

Para me tornar como Cristo e ser cheio do Espírito como Ele foi.


...


Esse movimento claramente me lança na conclusão do pensamento de Paulo.

A conclusão que nos desafia a sermos preenchidos pelo Espírito Santo.


Portanto, sejam cuidadosos em seu modo de vida. Não vivam como insensatos, mas como sábios. Aproveitem ao máximo todas as oportunidades nestes dias maus. Não ajam de forma impensada, mas procurem entender a vontade do Senhor. Não se embriaguem com vinho, pois ele os levará ao descontrole. Em vez disso, sejam cheios do Espírito, cantando salmos, hinos e cânticos espirituais entre si e louvando o Senhor de coração com música. Por tudo deem graças a Deus, o Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Ef 5.15-20

A maior glória de um Pai é ver que um filho anda de acordo com seus ensinamentos e instruções. Você consegue perceber esse tom paternal do texto?

Não parece um pai orientando um filho?


  • Seja cuidadoso.

  • Seja sábio.

  • Aproveitem as oportunidades.

  • Pense antes de agir.

  • Considere a vontade de Deus!


Lendo tais conselhos, os recebi como se fossem as palavras do meu próprio pai.

E não estou falando do Sérgio Pai.


A medida que minha consciência de filiação cresce, mais cheio do Espírito serei!

Porque, quanto melhor conheço o Pai, mais parecido com Cristo fico.

E quanto mais rendo a Ele, mais cheio do Espírito me torno.


Aleluia!



CONCLUSÃO



Eu não nasci parecido com meu pai.

Eu me tornei parecido com ele ao longo da vida.


Hoje, sinto um prazer gigante em falar que o "Sérgio Pai" foi meu pai.

E me orgulho de ter me tornado um homem parecido com ele.

Essa imagem me recorda o movimento de todo o sermão.


...


Pela graça de Jesus fomos, fomos resgatados de nossa vã maneira de viver, e pelo Espírito, fomos adotados como filhos de Deus. Que amor sublime esse que transformou pecadores em filhos. Um amor que nos manterá firmes por toda a jornada.


Um amor que nos convida a sermos cada dia mais parecidos com o Pai Celestial.

Cada dia MAIS CHEIOS DELE!


Então, de forma relacional, viva a experiência da filiação.

Pergunte para o Pai ao final de cada dia:


  • Pai, o quanto estou me tornando mais parecido com o Senhor?

  • Quais áreas da minha vida precisam ser mais preenchidas por Ti?


Você se surpreenderá com as respostas!

Porque o desejo do Pai é de que sejamos preenchidos por Ele cada vez mais!


...


Antes de terminarmos, preciso deixar um encorajamento para aqueles que ouviram tudo isso e se sentiram distantes dos ideais apresentados.

E talvez isso lhe cause desespero.


Mas temos no evangelho a boa notícia que sustenta a nossa fé:

Cristo, o Filho Unigênito, viveu a vida perfeita que nós, filhos adotivos, não podemos viver.

Ele agradou o Pai e conquistou com a sua vida perfeita e seu sacrifício o poder para eu e você, pecadores como somos, sermos aceitos como filhos na presença do Pai Celestial.


  • Jesus foi o Filho Obediente que pode salvar filhos teimosos como nós!

  • Jesus foi o Filho cheio do Espírito que pode nos encher com o Espírito Santo!


Então, mesmo quando se sentir distante e desconectado, lembre-se do que Cristo fez por você! Peça perdão ao Pai, se arrependa e recomece quantas vezes forem necessárias.


A graça de Jesus te manterá até o fim.

Até o dia em que o Pai verá a imagem dEle em você!

E se alegrará também!




Pastor Sérgio Fernandes

Pastor Titular da IPR



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