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Ritmo Santo - Sermão de 17/05/2026




Transformaste meu pranto em dança; tiraste minhas roupas de luto e me vestiste de alegria, Salmos 30:11 (NVT)


INTRODUÇÃO


Você já parou para pensar como a nossa vida parece uma dança?


Todos nós já dançamos alguma vez na vida.

E, se você observar bem, cada um dança de uma forma diferente.

Cada um tem seu próprio ritmo.


Falar sobre dança não é algo desconectado da minha realidade.

Esse ano, se Deus me permitir, irei comemorar os quinze anos de minha filha Alícia.

E irei fazer uma dança com ela.


O momento solene pedirá que eu respeite o ritmo e os passos da música, para que a apresentação seja memorável.


Mas, por mais que eu me esforce, no final, o que acontecerá será um homem dançando com a filha do seu próprio jeito.


Eu pensei muito sobre isso quando iniciei minhas

reflexões e rascunhos para o sermão de hoje.


Cada um de vocês que está aqui vive

sua própria realidade,

e suas próprias rotinas.

Não somos clones uns dos outros.


Mas, embora o ritmo seja diferente, a dança é sempre a mesma:

Sermos capazes de viver nossas vidas para a glória de Deus.


E para isso acontecer,

Cristo precisa nos conduzir

nos passos dessa dança.


Então, meu objetivo com o sermão de hoje é ajudá-lo a perceber que uma vida centrada em Cristo é construída nos pequenos ritmos diários da devoção, presença e obediência.


E que espiritualidade bíblica não é feita apenas de grandes momentos, mas de pequenos hábitos vividos diariamente para glória de Deus.


Sendo assim, vou começar com uma provocação:

Quem está definindo a dança da sua vida? Você mesmo ou Cristo?



OUVIR O RITMO


O passo inicial para a elaboração de um número de dança envolve ouvirmos o ritmo da música. Cada música tem seu próprio ritmo e os nossos passos e movimentos devem ser coordenados com ela.


Ninguém é capaz de dançar sem primeiro ouvir.


E ouvir exige, obrigatoriamente discernimento.

Foi exatamente assim que você construiu seu ritmo de vida.


Você ouviu as notas das urgências e cuidados da vida e começou a sua própria dança.


Esse é o retrato de uma vida comum.


O livro de Juízes sugere um tempo em que todo o povo de Deus vivia essa forma de vida comum, onde o juízo de valor era centrado na autopercepção, e não no discernimento espiritual.


Naqueles dias, Israel não tinha rei; cada um fazia o que parecia certo a seus próprios olhos. Jz 21.25

Essa, inclusive, é uma marca de nosso tempo.

Todo mundo agitado e ocupado. Sem tempo para absolutamente nada.

E o pior, com Deus jogado de escanteio.


Pessoas fazendo o que é certo a seus próprios olhos.

O problema de agirmos assim é que nos esquecemos que nossos olhos, naturalmente, não são bons.


Somos naturalmente cobiçosos.

Temos uma incrível habilidade de priorizar as coisas de forma errada.

Naturalmente colocaremos as coisas terrenas à frente das coisas celestiais.


Paulo percebeu essa natural inclinação do nosso coração para o que é mundano e escreveu sobre isso em sua epístola aos Romanos.


Como afirmam as Escrituras: “Ninguém é justo, nem um sequer. Ninguém é sábio, ninguém busca a Deus. Todos se desviaram, todos se tornaram inúteis. Ninguém faz o bem, nem um sequer.” Rm 3.10,12

Então, se nosso coração é naturalmente inclinado para o mal, não há possibilidade alguma da dança de nossa vida ser celestial. Ela sempre será uma dança mundana enquanto

for conduzida apenas por nossas próprias aspirações.


Isso me faz pensar no momento em que estiver fazendo a dança com a minha filha.

Se eu não assumir a responsabilidade de me preparar para esse momento, o resultado será o de um homem envergonhado, fazendo passos sem graça, diante dos olhares atônitos das pessoas vendo o papelão acontecendo.


E o pior, eu vou ter certeza que estou fazendo tudo certo.

Porque naturalmente consideramos nossas atitudes sempre as melhores.


Na maior parte do tempo, não somos honestos

a respeito da decadência de nosso próprio coração.


Não é assim que ocorre conosco?

Permitimos que as urgências e paixões terrenas governem nosso coração e vamos deixando de lado aquilo que realmente importa.


Exemplos:


Somos apaixonados por enriquecer e

consideramos as riquezas a meta maior da vida.

Jesus, contudo, nos convida para uma dança diferente.


“Não ajuntem tesouros aqui na terra, onde as traças e a ferrugem os destroem, e onde ladrões arrombam casas e os furtam. Ajuntem seus tesouros no céu, onde traças e ferrugem não destroem, e onde ladrões não arrombam nem furtam. Onde seu tesouro estiver, ali também estará seu coração. Mt 6.19,20

Outro exemplo:

Temos uma dificuldade gigantesca em sacrificar

qualquer coisa que seja valiosa para nós. Mesmo

que isso represente a vontade de Deus para

nossas vidas.

Essa dança não funcionaria na pista de Jesus.


“Entrem pela porta estreita. A estrada que conduz à destruição é ampla, e larga é sua porta, e muitos escolhem esse caminho. Mas a porta para a vida é estreita, e o caminho é difícil, e são poucos os que o encontram.” Mt 7.13,14

Então, veja, o problema não é que a música não esteja tocando.

É que insistimos em ouvir nosso próprio coração.

E para ele, o ritmo sempre será mundano:


Prioridades erradas.

Paixões equivocadas.

Ambições meramente terrenas.


Precisamos então que o Instrutor Celestial, Jesus, nos ajude a ouvir a música do jeito certo.

E isso não é simplesmente um treino de ouvidos.

Nosso problema não se resume a não ouvirmos direito.

O que acontece conosco é que nosso coração precisa de transformação.


Então, quando entendemos isso e colocamos nossa confiança integralmente em Jesus Cristo, um milagre sobrenatural acontece:


O maior de todos os milagres:

a conversão de nosso coração.


Somente quando esse milagre acontece passamos a ouvir a música da vida no ritmo certo.


Paulo, o apóstolo, sentiu na vida essa realidade e escreveu na mesma epístola aos Romanos sobre isso.


Todos aqueles que recebem Jesus como Senhor e Salvador experimentam um novo nascimento e passam a ter o Espírito Santo dentro deles.


Quando isso acontece, nossas inclinações começam a mudar.

E o ritmo mundano começa a ser transformado em um ritmo celestial.

Uma vida inclinada para as coisas de Deus.


Aqueles que são dominados pela natureza humana pensam em coisas da natureza humana, mas os que são controlados pelo Espírito pensam em coisas que agradam o Espírito. Rm 8.5

Então, embora a conversão ainda não nos torne perfeitos,

ela opera em nós uma mudança de natureza que permite que

a gente perceba a vida do jeito correto.

E consiga então dar os passos no ritmo do céu.


...


Por isso, quando alguém passou pela cruz de verdade (somente você pode dizer se já viveu isso ou não), você começará a dar valor nas notas e compassos que antes passavam completamente desapercebidos em sua vida.


  • Você começa sinceramente a se preocupar com sua vida diante de Deus.

  • A Palavra de Deus começa a exercer uma influência duradoura em sua vida.

  • A sua sensibilidade espiritual aumenta, tornando mais claros para você o que é certo e o que é errado no ritmo da vida.

  • Cada pecado que você comete é sentido com um pesar profundo, porque você entende que o pecado atrapalha a dança da sua vida e você passa a querer se livrar dele.

  • Você começa a ser atraído com uma força maior para a vida de oração.


Você agora deseja fazer pausas

propositais para ouvir o Instrutor

e aprender a dançar direito.


“O Senhor diz: ‘Eu o guiarei pelo melhor caminho para sua vida; eu o aconselharei e cuidarei de você. Não sejam como o cavalo ou a mula, que não têm entendimento e precisam ser controlados com freios e rédeas’.”, Sl 32.8-9

Porque, finalmente, você entende que a vida só vale a pena se "dançada" no ritmo certo.

Seguindo os passos do Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo.


Minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. João 10:27 (NVT)

Então, o primeiro passo para viver um ritmo santo é aprender a ouvir direito.

Quem você vai ouvir nessa manhã? Seu coração pecaminoso

ou o Cristo que pode transformá-lo?



APRENDER OS PASSOS


Se você não se levantou até o momento e não foi embora, acredito que, como eu, você se inscreveu na academia do instrutor celestial.


Ou pelo menos quer descobrir até onde irei com esse sermão.

Me dê, por favor, a chance de terminá-lo.


Porque agora estamos diante de um risco real.

Pensa comigo:


Nós identificamos que há um problema em nosso coração.

Nós dizemos que queremos que Jesus assuma a dança de nossa vida.

Mas, por algum motivo, não nos esforçamos a aprender os passos dessa dança.


Se for usar uma linguagem religiosa,

eu chamaria isso de conversão sem discipulado.


A pessoa acolhe Cristo como Salvador,

mas se recusa a obedecê-lo como Senhor.


Mas o nosso relacionamento com Jesus deve envolver as duas coisas.

Nós precisamos que Jesus mostre que nosso ritmo é ruim e nos tire da pista errada.

Mas precisamos dele também para nos ensinar a dançar na pista certa.


Jesus deve ser Salvador e Senhor.


De qualquer forma, o amor de Cristo nos impulsiona. Porque cremos que ele morreu por todos, também cremos que todos morreram. Ele morreu por todos, para que os que recebem sua nova vida não vivam mais para si mesmos, mas para Cristo, que morreu e ressuscitou por eles. 2 Co 5.14,15

Então a nossa experiência de união com Jesus

não se resume ao perdão dos pecados e a nova vida.

Precisamos agora viver integralmente para Ele.


E essa nova vida é construída no cotidiano.

Em pequenos passos que vão mudando o ritmo mundano anterior para um ritmo celestial.


Então, pela obra do Espírito em nosso coração, nosso Instrutor Jesus vai paulatinamente nos ensinando meios para crescermos nessa nova vida que recebemos.


Obviamente, nenhum de nós vai acertar o ritmo sem atropelos.

O instrutor é Jesus. Ele sim nunca pecou.

Unidos a Ele, nós vamos dançar cada vez melhor.

Mas isso exigirá de nós uma postura renovada, à luz da graça que recebemos.


O Novo Testamento ensina que como parte dessa nova vida que temos com Jesus, precisamos agora adotar uma nova postura, com novas atitudes, que refletem o novo nascimento que vivemos.


Pois somos obra-prima de Deus, criados em Cristo Jesus a fim de realizar as boas obras que ele de antemão planejou para nós. Efésios 2:10 (NVT)

Então, veja que interessante: Jesus não precisou que acertássemos o ritmo para Ele nos salvar. Ele fez essa obra completa, de uma vez por todas.


E com seu sacrifício na cruz, Ele nos resgatou de uma vida mundana, repleta de pecados e que nos conduziria para a condenação.


Só que agora, somos dEle.

Estamos na pista dEle. E no ritmo dEle.

Agora, dançar direito não é uma possibilidade.

É a maneira natural de respondermos à graça de Deus.


Da mesma forma, suas boas obras devem brilhar, para que todos as vejam e louvem seu Pai, que está no céu.” Mateus 5:16 (NVT)

Se não estamos dançando no ritmo de Jesus,

talvez a graça ainda não tenha transformado nosso coração.


Da mesma forma, a árvore boa produz frutos bons, e a árvore ruim produz frutos ruins. A árvore boa não pode produzir frutos ruins, e a árvore ruim não pode produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Portanto, é possível identificar a pessoa por seus frutos.” Mt 7.17-20

E o que são essas boas obras? Elas representam as novas atitudes santas que nascem em nosso coração regenerado.


Então, Jesus primeiro me ensina a ouvir.

Depois, Ele me ensina a dançar.


E nesse treino, a minha agenda começa a mudar.

As prioridades novas do Reino substituem paulatinamente as antigas prioridades.


O ritmo mundano vai dando lugar a um ritmo santo.

E, como na dança, isso exigirá de nós:


Repetição e Prática.


― Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como o homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Mt 7.24

Se Cristo nos colocou nessa pista, então vamos aprender a dançar direito.


Autocontrole e disciplina


Vocês não sabem que, numa corrida, todos competem, mas apenas um ganha o prêmio? Portanto, corram para vencer. O atleta precisa ser disciplinado sob todos os aspectos. Ele se esforça para ganhar um prêmio perecível. Nós, porém, o fazemos para ganhar um prêmio eterno. Por isso não corro sem objetivo nem luto como quem dá golpes no ar. Disciplino meu corpo como um atleta, treinando-o para fazer o que deve, de modo que, depois de ter pregado a outros, eu mesmo não seja desqualificado. 1 Co 9.24-27

Por causa de Jesus, eu não pertenço mais à antiga pista. Agora sou de Cristo.


Perseverança


Isso significa que o povo santo deve ser perseverante, obedecendo aos mandamentos de Deus e permanecendo fiel a Jesus. Apocalipse 14:12 (NVT)

Eu vou seguir dançando até o final de minha vida. E farei isso cada vez melhor!


Pequenos movimentos


“Se forem fiéis nas pequenas coisas, também o serão nas grandes. Mas, se forem desonestos nas pequenas coisas, também o serão nas maiores. Lucas 16:10 (NVT)

A vida cristã não é sobre velocidade, é sobre fidelidade e permanência em Cristo.

E pela graça de Jesus, eu seguirei o ritmo fielmente, um passo de cada vez.


...


A experiência do discipulado é exatamente essa.

Quando permaneço em Cristo e permito que Ele me ensine a melodia, eu vou aprendendo paulatinamente a dançar da forma certa. Um passo de cada vez!


E, veja, esses são os passos mais significativos que você pode dar para se lançar em um ritmo santo. E eles são possíveis, porque nascem de um coração que foi regenerado por Cristo!


  • Leia a Bíblia para compreender a vontade de Deus;

  • Ore para receber forças para cumprir essa vontade;

  • Congregue regularmente para encorajar outros a obedecerem também;

  • Participe do corpo e do sangue de Jesus para nutrir sua alma e continuar dançando.


Já posso ouvir a melodia do céu tocando no seu coração!


Então, o ritmo santo é vivido primeiro, quando aprendemos a ouvir.

Segundo, quando entendemos e fazemos os passos.

E por fim, precisamos confiar nas ordens do Instrutor.


Você está pronto para entregar o ritmo da sua vida para Jesus?



CONFIAR NA CONDUÇÃO



Estamos chegando aos últimos acordes desse sermão.


E quero abordar um dos maiores desafios que temos na fé cristã:

Conservarmos esse ritmo santo ao longo da vida.


Continuar confiando em Jesus exige TUDO DE NÓS.


Ao me dirigir a vocês, tenho várias gerações de cristãos aqui:

Alguns mais antigos na fé, outros mais novos.

E todos nós em graus diferentes de maturidade.


E, sabe, seguir o ritmo de Jesus é desafiador.

Falo como alguém que está dançando já há algum tempo.

Há exatos 26 anos. Pela graça, procurando me manter na pista certa.

(embora muitas vezes me recorde da pista que deixei).


Então, como vocês, eu já aprendi a ouvir a melodia certa.

Já sei dar alguns passos no ritmo santo ensinado por Jesus.


Mas essas conquistas podem se tornar armadilhas espirituais

se não forem administradas com um coração que permanece

debaixo da influência de Jesus.


A primeira, o orgulho espiritual.

Nós nos tornamos "tão bons" nessa nova vida que nos esquecemos de onde Jesus nos tirou. E começamos a agir com uma atitude intragável, que não representa os valores do Reino de Deus.


Portanto, se vocês pensam que estão de pé, cuidem para que não caiam. 1 Co 10.12

Fiz questão de elencar esse risco primeiro porque já vivi isso na pele.

Em vários ciclos da minha jornada com Cristo, eu me vi como alguém que julgou de alguma forma que já estava dançando bem demais. E isso me fez agir com desrespeito e desdém para outros irmãos que Jesus trouxe para mesma pista que eu. A dança da vida tornou-se uma disputa de quem faz melhor.


Antes que esses acordes orgulhosos desafinem sua caminhada,

corra novamente para os pés de Jesus e aprenda com Ele que é manso

e humilde de coração.


...


O segundo, o desânimo espiritual

Percebemos que, apesar de nossos melhores esforços, ainda não estamos dançando direito. E começamos a agir como se Jesus estivesse prestes a desistir de nós. Mas nossa fé não se trata de apresentar uma performance impecável, mas simplesmente de permanecer dançando.


“Portanto, não nos cansemos de fazer o bem. No tempo certo colheremos, se não desistirmos.” Gl 6.9

Vivi uma boa parcela da minha vida com Cristo com esse receio.

No exercício mais honesto do meu desempenho espiritual, percebia que ainda não conseguia atingir os ideais que eu próprio estabelecia. Esse sentimento me gerava um abatimento constante e uma relação com Cristo baseada não por gratidão pela redenção, mas por medo de ser condenado. A dança da vida tornou-se triste.


Então, se você se vê desanimado, fixe seus olhos em Jesus nessa manhã. Ele pagou um preço alto na cruz para simplesmente descartar você. Ele viveu no ritmo certo para ajudar eu e você, que erramos muito os passos na jornada da vida.

...


...


Terceiro, e talvez o pior dos riscos, a indiferença espiritual

Depois de um bom tempo "dançando", começamos a tratar a fé como algo comum, parte da rotina. As disciplinas espirituais perdem a graça. A comunhão com Jesus se torna uma mera formalidade, assim como a participação nos cultos. Quando nos damos conta, já estamos desejando novamente estar naquela pista da qual Jesus morreu para nos livrar.


“Portanto, precisamos prestar muita atenção às verdades que temos ouvido, para não nos desviarmos delas.” Hb 2.1

Nenhum cristão está imune a esse risco. Mas ele pode aparecer de formas diferentes.

Para alguns, com desculpas corriqueiras. Para outros, através de uma troca de prioridades (estou precisando trabalhar mais, estou precisando tirar um ano de folga, estou precisando focar em outros detalhes da vida). São meras trivialidades. No fundo, todos sabemos que nada é mais urgente que Cristo. Mas encontramos um jeito de escapar dessa realidade.


Então veja, não adianta apenas continuar dançando. Temos que fazer com amor!

E Jesus é digno de todo nosso amor e de todo nosso coração!



...


E, embora sejam riscos diferentes, todos derivam do mesmo problema: o desafio que temos de continuar confiando em nosso Instrutor Jesus.


A vida cristã não foi planejada por Cristo para ser estática. Deus está se movendo e nós precisamos nos mover com Ele.


O Reino de Cristo é vivo. E quando permanecemos conectados com Jesus, esse dinamismo torna a aventura da fé cada vez mais graciosa e intensa.


“O senhor disse: ‘Muito bem, meu servo bom e fiel. Você foi fiel na administração dessa quantia pequena, e agora lhe darei muitas outras responsabilidades. Venha celebrar comigo’. Mt 25.21

Ele disse que fazia novas todas as coisas, você se lembra? Desafios novos. Ministérios novos. Provas novas. Perrengues novos.


Então, quando confiamos no Instrutor e permanecemos nele, nossa fé não será uma melodia monótona, com uma nota só.


A cada ciclo, o Cordeiro nos dará novas canções.

E com elas, novas danças, novas histórias, novos milagres, novas superações.


Você está pronto para viver isso?


Então talvez o problema não seja que a fé caiu na mesmice.

Ou que você não é bom o bastante.

Ou que você já aprendeu tudo e está agora melhor do que os outros crentes.


Talvez você simplesmente deixou de ouvir a voz do Instrutor.

Então, se você se identificou nisso, lembre-se: os problemas são diferentes, mas a cura é uma só: voltar seus olhos para Cristo com arrependimento e pedir para Ele fazer tudo novo outra vez!


“Tenho, porém, contra você que abandonou seu primeiro amor. Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio.” Ap 2.4-5

Ainda existem danças novas para você!


Portanto, uma vez que estamos rodeados de tão grande multidão de testemunhas, livremo-nos de todo peso que nos torna vagarosos e do pecado que nos atrapalha, e corramos com perseverança a corrida que foi posta diante de nós. Mantenhamos o olhar firme em Jesus, o líder e aperfeiçoador de nossa fé. Por causa da alegria que o esperava, ele suportou a cruz sem se importar com a vergonha. Agora ele está sentado no lugar de honra à direita do trono de Deus. Hebreus 12.1,2

Vou reforçar minha pergunta:

Você está pronto para viver isso?




CONCLUSÃO



Sabe meus irmãos, termino esse sermão como comecei.


Eu não sei se no dia em que estiver dançando com a Alicia eu serei capaz de acompanhar o ritmo e fazer uma bela apresentação.


Mas me comprometo em dançar. E dar o meu melhor.

Você poderá achar que não dancei tão bem, mas não poderá negar que dancei.


Essa é uma alegoria para o chamado e a vocação cristã.


Deus sabe que nenhum de nós será capaz de dançar perfeitamente de acordo com o ritmo do céu. Afinal, nossos pecados fazem separação entre nós e o nosso Deus.


Mas Cristo desceu a nós. Entrou na pista de nossa vida confusa, segurou em nossa mão e nos chamou para dançar com Ele. Ele fez isso morrendo na cruz em lugar de todos que crerão nEle. Ele morreu por mim e por você!


A morte, contudo, não pode contê-lo. E ao terceiro dia, Ele ressuscitou dentre os mortos. Sua ressurreição confirmou que seu sacrifício foi aceito pelo Pai e garantiu nossa justificação diante de Deus. E nos garantiu segurança eterna em Sua presença.


Por causa da ressurreição de Cristo,

Ele nos garante que a dança da vida

não vai acabar.


Que sempre haverá perdão para os arrependidos.

Que sempre haverá um ritmo santo para dançar.

E que por Ele, seremos recebidos nos braços Eternos do Pai.

Onde a dança nunca acabará.


Então, se você ainda está na pista errada, Jesus te chama para o ritmo santo da sua presença. Venha! Há graça superabundante para você! Há uma dança nova para você!


Agora, se você já está na pista certa,

mas errou o passo, peça perdão a Cristo, olhe para Jesus.

Segure novamente em sua mão e continue dançando.

Porque a vida cristã não se trata de nunca errar os passos.

Mas de aceitar o chamado de Jesus para dançar.

E continuar dançando. Às vezes acertando os passos.

Às vezes tropeçando. Mas sempre olhando para Jesus.

Sempre disposto a continuar.


Transformaste meu pranto em dança; tiraste minhas roupas de luto e me vestiste de alegria, Salmos 30:11 (NVT)


Pastor Sérgio Fernandes

Pastor Titular da IPR



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