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TRANSFORME SEU TRABALHO EM ADORAÇÃO - Sermão de 08/03/2026

Atualizado: há 23 horas




Servos, em tudo obedeçam a seus senhores terrenos. Procurem agradá-los sempre, e não apenas quando eles estiverem observando. Sirvam-nos com sinceridade, por causa de seu temor ao Senhor. Em tudo que fizerem, trabalhem de bom ânimo, como se fosse para o Senhor, e não para os homens. Cl 3.22,23


INTRODUÇÃO


Uma das coisas mais interessantes do cristianismo é que a nossa fé não pode ser enclausurada no âmbito privado. Não importa onde estivermos, nós carregamos o nome de Cristo e também a Sua presença conosco.


A fé cristã não existe para ser vivida somente dentro da igreja.

Ela deve ser praticada de segunda a segunda.

Em casa, no trabalho, na escola. Onde estivermos.


Como temos repetidamente falado nas reflexões desse ano, não podemos dividir nossa vida em departamentos e escolher em quais deles Deus governa ou não.


Exemplificando: não existe “vida espiritual” e “vida profissional”.

Temos uma única vida… e ela é vivida, o tempo todo, diante da face de Deus.


...


Já que falamos do profissional, uma vez que, em nosso contexto brasileiro, passamos de oito a doze horas diárias no ambiente de trabalho, surge aquela pergunta inevitável:


Como glorificar a Deus no lugar onde passamos a maior parte da nossa vida?


Por isso, na reflexão de hoje, pretendo compartilhar com vocês a perspectiva bíblica a respeito do trabalho.


Deus, em Sua bondade,

não apenas nos deu o trabalho…


Ele também nos ensinou:


  • como devemos trabalhar;

  • que tipo de coração devemos ter enquanto trabalhamos;


Então, vamos começar com aquela "pedrada"

básica para atiçar nossa atenção:


A forma como você trabalha revela

quem você está adorando!


É sobre isso que falaremos nessa manhã.






O TRABALHO COMO MANDATO CULTURAL



Vamos começar no lugar e na pessoa certa então: no próprio Deus.


As Escrituras descrevem Deus como um Ser trabalhador. Ele começa a revelar-se em Gênesis e nós já o vemos trabalhando.


Acredito que Jesus tenha isso em mente quando proferiu uma de suas afirmações mais conhecidas:


Jesus, porém, disse: “Meu Pai sempre trabalha, e eu também”. João 5.17

Trabalho é coisa de Deus!

Se Deus é trabalhador, seus filhos devem ser também.


Por isso que ao criar o homem, Deus não o deixou ocioso, mas deu-lhe o trabalho como um propósito a ser executado e cumprido!


O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cultivá-lo e tomar conta dele, Gn 2.15

Como vimos, o trabalho foi dado antes da desobediência do homem, por isso, é errado considerar o trabalho como parte do castigo por causa do pecado.


Lembre-se disso antes de reclamar

de acordar cedo na segunda-feira!


Entretanto, com a queda do homem, o pecado

tornou o que deveria ser alegre e prazeroso

um fardo mais difícil de ser carregado.


E ao homem ele disse: Uma vez que você deu ouvidos à sua mulher e comeu da árvore cujo fruto ordenei que não comesse, maldita é a terra por sua causa; por toda a vida, terá muito trabalho para tirar da terra seu sustento. Ela produzirá espinhos e ervas daninhas, mas você comerá de seus frutos e grãos. Com o suor do rosto você obterá alimento, até que volte à terra da qual foi formado. Pois você foi feito do pó, e ao pó voltará”. Gn 3.17-19

Então, perceba, na criação Deus determinou o trabalho

como uma constituição da vida humana.


Deus nos deu forças, tarefas e habilidades com o propósito claro de permitir que pelo trabalho administremos bem o mundo que Ele nos confiou e assim obtermos o necessário para vivermos com dignidade.


Nos dez mandamentos, a palavra 'trabalho' está presente:


Você tem seis dias na semana para fazer os trabalhos habituais, Ex 20.9

Mas, como toda boa dádiva que Deus nos proporciona,

o trabalho pode tornar-se um ídolo para nós.

Afinal, quanto mais trabalharmos, mais dinheiro ganharemos.


E sabemos que essa é uma isca excelente

para corações frágeis como os nossos.


Por isso, para o trabalho ser uma fonte de adoração ao Deus verdadeiro e não um ídolo que secretamente adoramos, Deus instituiu um dia de descanso semanal.


Essa foi uma forma de Deus colocar as coisas em ordem para nós.

É como se Ele nos dissesse:


  • Vocês conseguem trabalhar mediante a graça que Eu dou a vocês!

  • Vocês estão trabalhando não para enriquecer, mas para me glorificar!

  • Ao abraçarem o descanso, vocês reconhecem que Eu Sou o Supremo Provedor da vida de vocês


mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, seu Deus. Nesse dia, ninguém em sua casa fará trabalho algum: nem você, nem seus filhos e filhas, nem seus servos e servas, nem seus animais, nem os estrangeiros que vivem entre vocês. Ex 20.10

É por isso que cristãos reformados como nós reconhecemos esse descanso não como uma obrigação cerimonial como foi para os israelitas, mas uma orientação que segue o princípio da criação.


Quando Deus descansou do seu trabalho, Ele dignificou o descanso e o deixou como um princípio para nós.


No sétimo dia, Deus havia terminado sua obra de criação e descansou de todo o seu trabalho. Gn 2.2

Em nossa tradição reformada,

esse descanso é celebrado no domingo,

o qual chamamos de Dia do Senhor.


É um dia dedicado para descansarmos

e louvarmos a Deus em comunidade.


O domingo não é para nós um princípio legalista e sem vida, mas uma dádiva que recebemos para celebrar aquele que verdadeiramente sustenta nossas vidas e famílias.


É claro que nessa altura do sermão você está se perguntando:

Mas porque a igreja observa o domingo e não o sábado como Dia de Descanso?


Tá na Bíblia? Claro que sim!


Os cristãos observam o domingo como Dia do Senhor por ter sido o dia da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. Inclusive, a expressão "Dia do Senhor" não é uma invenção da igreja, ela é dada pelo próprio texto bíblico:


Era o dia do Senhor, e me vi tomado pelo Espírito. Ap 1.10

Para nós, domingo é dia de culto.

Dia de IGREJA.


No primeiro dia da semana, nos reunimos com os irmãos de lá para o partir do pão. Paulo começou a falar ao povo e, como pretendia embarcar no dia seguinte, continuou até a meia-noite. At 20.7

No primeiro dia de cada semana, separem uma parte de sua renda. Não esperem até que eu chegue para então coletar tudo de uma vez. 1Coríntios 16:2 (NVT)

Então, o trabalho será para nós uma forma de adoração quando o fizermos não à luz de nossas perspectivas pessoais, mas como uma resposta obediente à revelação que Deus faz sobre ele nas Escrituras.


Então, existe uma forma de trabalho que é idolatria.

E existe uma forma de trabalho que é adoração!


Trabalho e descanso então não são zonas cinzentas à parte do senhorio de Jesus Cristo. São áreas de nossa vida nas quais o Senhor também deve reinar.


Na continuidade do sermão, falaremos sobre como esses temas são tratados na poesia bíblica e nas epístolas do Novo Testamento.



O TRABALHO NOS LIVROS POÉTICOS



Os livros poéticos compõem aquela porção entre Jó e Cantares de Salomão e tratam da relação entre Deus e a nossa vida comum.


Ali, as Escrituras falam muito a respeito do trabalho e a forma como ele revela a quem estamos adorando.


Vejamos:


No Salmo 128.1,2, o trabalho é uma provisão digna que Deus nos dá para obtermos sustento.


Como é feliz aquele que teme o Senhor, que anda em seus caminhos! Você desfrutará o fruto de seu trabalho; será feliz e próspero. Salmo 128.1,2

Por isso, quando estamos trabalhando, devemos intimamente louvar ao Criador e agradecê-lo por sua bondade, pela saúde, pela porta aberta e fazermos disso motivo de gratidão.


...


Os salmos também falam do risco de trabalharmos sem Deus,

fazendo do trabalho um fim e não um meio.


O trabalho deve ser feito com consciência da graça divina, em total dependência de Deus, para não se tornar um meio de autossuficiência e de produtividade sem Deus.


Produtividade sem Deus acontece quando sacrificamos nossa devoção em busca de resultados profissionais mais expressivos.


Então, podemos e devemos crescer profissionalmente.

Mas tem que ser com Deus!


Se o Senhor não constrói a casa, o trabalho dos construtores é vão. Se o Senhor não protege a cidade, de nada adianta guardá-la com sentinelas. É inútil trabalhar tanto, desde a madrugada até tarde da noite, e se preocupar em conseguir o alimento, pois Deus cuida de seus amados enquanto dormem. Salmo 127.1,2

Veja, Deus não é contra o trabalho diligente, mas é contra a inquietação e o esforço que não leva em conta a Sua providência.


Muitas pessoas se entregam a uma rotina de trabalho excruciantes às custas de sua comunhão com Deus e de tempo com suas famílias.


Como vimos, esse tipo de trabalho é inútil

porque não prioriza Deus e nem Seu Reino.

Ele é pecaminoso e deve ser abandonado!


...


Obviamente, cada ciclo da vida nos dará diferentes perspectivas sobre intensidade, diligência e entrega ao trabalho.


Exemplo: Irmãos que se endividaram precisarão acelerar no trabalho, fazer algumas horas extras, reduzir custos; já outros que encontraram alguma estabilidade podem tratar o trabalho com mais equilíbrio e melhor administração.


Então, discirna o seu momento!

Mas, em qualquer perspectiva

todo vício em trabalho é idolatria

e deve ser abandonado.


...


Já os Provérbios nos lembram que Deus recompensa o trabalho diligente, feito para a Sua glória! O servo de Deus deve ser diligente no trabalho, empenhado, proativo, esforçando-se para aplicar sua força em um trabalho bem feito.


Deus é glorificado quando

somos excelentes no trabalho!


Aprenda com a formiga, preguiçoso! Observe como ela age e seja sábio. Provérbios 6.6

O trabalho diligente feito para glória de Deus é recompensado!


O preguiçoso logo empobrece, mas os que trabalham com dedicação enriquecem. Pv 10.4

Provérbios recomendam também que aperfeiçoemos nosso trabalho.

Nosso crescimento glorifica a Deus e abre oportunidades que não

teríamos de outra forma.


Você já viu alguém muito competente no que faz? Ele servirá reis em vez de trabalhar para gente comum. Pv 22.29

Mas Provérbios também nos recorda que Deus nos dá a oportunidade de trabalharmos para apoiarmos a obra do Senhor. Nosso trabalho deve, primeiramente, ser feito para que Deus seja glorificado e a obra dEle tenha recursos.


Deus considera uma forma de adoração a forma como administramos para Ele os recursos que possuímos.


Contribuir é afirmar o senhorio de Deus

em nossas posses e conquistas.


Muitas vezes, nossas mãos se fecham não por falta de recursos,

mas por amarmos mais o dinheiro que a Deus.

Isso merece de nós uma reflexão sincera!


Honre o Senhor com suas riquezas e com a melhor parte de tudo que produzir. Provérbios 3:9 (NVT)

...


Já Eclesiastes nos mostra que devemos encarar como dom de Deus gozarmos uma boa vida como fruto do trabalho diligente, feito para Sua glória.


Embora não preguemos uma teologia de prosperidade, tampouco fazemos ode à pobreza.


Deus espera que o trabalho diligente promova dignidade para seus filhos, para termos o suficiente para viver e para investir no Seu Reino e no apoio aos necessitados.


Por isso, concluí que a melhor coisa a fazer é desfrutar a comida e a bebida e encontrar satisfação no trabalho. Percebi, então, que esses prazeres vêm da mão de Deus. Pois quem pode comer ou desfrutar algo sem ele? Ec 2.24,25

Por isso, sempre que me sento à mesa com a família para fazer uma refeição ou saio com os amigos para um tempo de mesa, procuro agradecer a Deus, louvando a Ele pelo Seu cuidado e pela boa vida que Ele tem nos proporcionado.


Não há como desfrutar nada da vida sem Ele!

Tudo vem dEle!


...


Então veja como a Bíblia nos ensina que:


  • O trabalho é uma dádiva de Deus e podemos trabalhar pela graça dEle!

  • O trabalho diligente é recompensado; a negligência cobra seu preço!

  • Devemos fazer do fruto de nosso trabalho uma causa de adoração a Deus!


Agora, no próximo tópico, vejamos como as epístolas do Novo Testamento nos ajudam a enxergar o trabalho pela ótica do evangelho, nos convidando para fazermos dele uma oportunidade incrível de adoração!



O TRABALHO NAS EPÍSTOLAS



Como vimos, as Escrituras dedicam atenção especial ao trabalho, sendo as porções das epístolas reservadas ao tema o ápice dessa revelação.


Nós sabemos que as epístolas foram escritas para orientar os crentes a respeito de uma vida em união com Jesus. Uma vida pela graça.


E Jesus é Senhor de toda nossa vida, inclusive de nosso trabalho.


Isso fica evidente quando Paulo trata do trabalho à luz de nossa união com Cristo em Colossenses 3:


Servos, em tudo obedeçam a seus senhores terrenos. Procurem agradá-los sempre, e não apenas quando eles estiverem observando. Sirvam-nos com sinceridade, por causa de seu temor ao Senhor. Em tudo que fizerem, trabalhem de bom ânimo, como se fosse para o Senhor, e não para os homens. Cl 3.22,23

Veja que interessante a ótica de Paulo: ele focaliza sua instrução na motivação interior do servo para o trabalho. Embora o contexto imediato esteja tratando daqueles em situação de escravidão, é a relação empregado / patrão que está sendo explorada.


Então, para Paulo:


  • Devemos trabalhar como se estivéssemos trabalhando para o Senhor. Isso é um convite para trabalharmos com dedicação e diligência;

  • O serviço deve ser feito com sinceridade. Sem maldade, sem hipocrisia, sem engano, por causa do temor do Senhor!

  • Essa atitude excelente coloca nossa motivação no lugar certo: ao agradarmos nosso Senhor no céu, trabalharemos de forma agradável aos nossos senhores terrenos.

  • Como resultado de nossa união com Cristo, podemos demonstrar com um trabalho bem feito o poder de uma vida profissional redimida.


Então, no trabalho, por causa da união com Cristo:


  • Somos dedicados, transparentes, sinceros e aplicados. Oferecemos nosso melhor no trabalho, porque entendemos que estamos fazendo para Cristo.

  • Não participamos de rodinhas de conversas profanas e não nos misturamos nas atitudes dos ímpios;

  • E procuramos trabalhar com mais dedicação que o habitual, não apenas para "mostrar serviço", mas porque Deus é adorado em nossa atitude e motivação redimidos pela graça de Jesus.


...


A Bíblia também prevê a condição de um servo de Deus ser não o empregado, mas o patrão. E nesse caso, à luz de nossa união com Cristo, também há recomendações:


Primeiramente, Paulo compara o cristão "patrão" com Nosso Senhor no céu.

Sendo assim, ele orienta-nos a termos uma atitude semelhante a do Senhor celestial:


Senhores, sejam justos e imparciais com seus escravos. Lembrem-se de que vocês também têm um Senhor no céu. Colossenses 4:1 (NVT)

Senhores, assim também tratem seus escravos. Não os ameacem; lembrem-se de que vocês e eles têm o mesmo Senhor no céu, e ele não age com favoritismo. Ef 6.9

Devemos ser justos e imparciais. Isso significa zelar pela dignidade de nossos funcionários e agirmos com imparcialidade e sem favoritismo algum. Nosso tratamento deve ser respeitoso e a relação com eles a mais fraternal possível.


Um patrão redimido por Cristo revela

a glória de Nosso Senhor celestial!


Como contraste, Tiago mostra o risco de nos tornarmos tiranos e opressores, fazendo de nossos funcionários apenas um meio para enriquecermos de modo ilícito.


Por isso, ouçam os clamores dos que trabalharam em seus campos, cujo salário vocês retiveram de modo fraudulento! Sim, os clamores dos que fizeram a colheita em seus campos chegaram aos ouvidos do Senhor dos Exércitos. Vocês levam uma vida de luxo na terra, satisfazendo seus desejos e engordando a si mesmos para o dia do abate. Condenam e matam inocentes, sem que eles resistam. Tg 5.4-6

Perceba que a relação entre patrão e funcionário, à luz do Novo Testamento, reflete a relação de Cristo com seus servos:


Jesus não nos oprime para ser glorificado.

Ele partilha conosco de Sua glória e nos chama

para participarmos com Ele dos seus propósitos.


...


Então, como resultado de vivermos uma vida em união com Jesus, tudo que fizermos deve ser "para glória de Deus" (1 Co 10.31).


Inclusive o trabalho.


Trabalhar para glória de Deus é aceitar a excelência como vocação e aplicar todo nosso potencial para trabalharmos direito, de modo que as pessoas percebam Cristo em nós e através do que fazemos.


Um trabalhador que trabalha para glória de Deus pode transformar a vida de todos que se relacionem com ele, ao comunicar a graça de Jesus mediante sua atitude redimida.


Vou terminar o sermão com um testemunho

da forma como Deus usou o trabalho para transformar

minha história.



Conclusão


No ano de 2008, há poucos meses de casar, recebi a oportunidade de trabalhar como gestor de marketing no Grupo Primavera.


Eu trabalhava como arte-finalista até então.

Não tinha noção alguma de gestão, mas precisava avançar.


Primeiramente, fui entrevistado pelo diretor executivo, o Dr. John.

Um chinês católico praticante apaixonado pelo trabalho social.

Na entrevista, quase nada foi falado de minhas competências profissionais.


Tudo girou em torno de teologia e cosmovisão.


Naqueles dias, eu me achava o

"mega ultra blaster" da profissão (e também da fé).


Mas naquele momento me senti um menino tão pequeno.

A postura daquele homem, sua fé, sua visão de trabalho

"para glória de Deus" me desafiaram profundamente.


...


Depois, fui entrevistado por sua esposa, fundadora da Grupo Primavera. Ali, ela destrinchou minhas competências profissionais e, no final da conversa não tão longa, disse assim: "eu não gostei de você, e se depender de mim, você não ocupará a vaga".


Chineses são sinceros até demais.


...


Voltei para casa desiludido. O Dr. John me chamou para uma segunda conversa. Fui aguardando ser dispensado no processo seletivo. Para minha surpresa, a conversa tomou um rumo inesperado:


"Serginho, eu iria dispensar você. Mas quando fui fazer minhas orações da tarde, Deus falou comigo: John, contrate o Sérgio".


Então, estou aqui obedecendo a Deus.

Vamos trabalhar juntos.


Para um pentecostal tão arrogante como eu era,

ser surpreendido por um católico dizendo que Deus

havia falado com ele, foi algo assustador.


Mas a convivência com o Dr. John me tornou, em definitivo, um cristão melhor. A cada reunião, a cada café, a cada elogio e a cada cobrança (chineses são sinceros), ele foi me treinando sobre como trabalhar para glória de Deus. Talvez sem perceber.


Eu entendi que Deus poderia usar meu trabalho para

glória dEle e que, no trabalho, eu estava de fato adorando a Deus.


O amor do Dr. John pelos menos favorecidos me deu clareza necessária para associar cristianismo com ação social relevante. Embora sejamos de tradições cristãs tão antagônicas, ele sempre tratou com respeito minha fé e sempre me instigou a ser o melhor pastor que eu pudesse ser.


Se hoje existe esse "pastor sérgio" e o "sérginho do Primavera" e também o "sérgio, o cara da arte", eu devo isso a esse cristão que aceitou me treinar como resposta de sua vocação de ser um "patrão para glória de Cristo".


...


Hoje, 18 anos depois, eu ainda tenho o prazer de conversar sobre teologia com ele e trabalharmos juntos nas inúmeras entidades que ele apoia. A cada novo encontro, eu saio mais desafiado a trabalhar para glória de Deus.


...


Quero terminar esse sermão desafiando você a trabalhar para glória de Deus! Seja você o melhor colaborador ou um patrão vocacionado a mudar histórias, faça do trabalho uma oportunidade de adoração ao Deus verdadeiro!


"Bora" trabalhar para glória de Deus!



Pastor Sérgio Fernandes

Pastor Titular da IPR

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